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terça-feira 26 setembro 2017
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FJM e MPS promovem bate-papo online sobre Comunicação de Massa

Na terça-feira, 22, a Fundação João Mangabeira(FJM) foi espaço de uma noite de programações voltadas para a comunicação de massa, redes sociais e mídia comunitária. O evento foi transmitido na íntegra, ao vivo, pela TV João Mangabeira, onde o pico de audiência foi de 1805 internautas online, por volta de 20h. Cerca de cinquenta pessoas acompanharam presencialmente o debate. Na transmissão via Facebook foram mais de 4 mil visualizações. O MPS organizou polos nos estados, onde seus militantes assistiram e acompanharam os debates.

Na primeira parte do bate-papo, estiveram presentes na mesa de debates Renato Casagrande, Presidente da Fundação João Mangabeira, Maria de Jesus Matos, Secretária Nacional do Movimento Popular Socialista (MPS), o Secretário Distrital do MPS, Acilino Ribeiro e os convidados especiais, Silvânio Medeiros, consultor em mídias e marketing digital, e Alexandre Navarro, ex-secretário nacional de ciência, tecnologia para inclusão social do Ministério da Ciência, Tecnologia, inovação e comunicação, falando sobre a importância da nova lei de inovação.

Casagrande abriu o debate conversando um pouco sobre política e enfatizou o papel da comunicação.

“Não temos comunicação eficiente se ela não estiver sustentada em propostas, não vamos nos comunicar bem se não soubermos o que comunicar. Comunicação não é passar uma informação. É você ter iniciativa de enviar uma mensagem, uma proposta e saber que você tem que recepcionar de volta essa proposta, saber que tem que fazer uma devolutiva. Comunicação não é só informação, e sim, diálogo e exige tempo e comprometimento”, concluiu.

Em seguida, Silvânio Medeiros abriu sua fala citando uma frase que remete à comunicação de massa alternativa e enalteceu o trabalho da mídia ninja.

 “Essa é a nova porta das possibilidades, pois, independentemente do grande monopólio das mídias tradicionais, temos nossa própria mídia de promoção”, comentou.

Além das mídias digitais, falou também sobre as mídias pagas e a utilização e eficiência das ferramentas como AdWords e Meu Negócio, rede social para comércios.

Em seguida foi a vez de Alexandre Navarro, que falou sobre inovação, capital humano, competividade e produtividade. Tratou também da chamada Lei de Inovação (13.243/2016), que dispõe de regras para o estímulo ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e inovação.

No Painel de debates, os convidados responderam perguntas feitas através das redes sociais e pelos presentes no debate.

A segunda etapa do bate-papo começou com um breve vídeo e foi representado por Cleyton Nobre, jornalista e representante do Mídia ninja. Cleyton explicou desde o surgimento da rede fora do eixo até os dias de hoje.

“A primeira coisa que fez com que nos conectássemos foi a internet. Decidimos, então, reunir os coletivos culturais mais atuantes do Brasil e em 2005 criamos a rede fora do eixo”.

Clayton também respondeu às perguntas feitas pelas pessoas presentes e falou um pouco sobre os recursos da Mídia Ninja.

“Se a gente entrasse naquela lógica de quem não tem dinheiro não faz, não existiríamos. O que começamos a fazer foi sistematizar os recursos que não eram em dinheiro. 80% dos recursos que movimentamos não são reais, são trocas de capital simbólico”, afirmou.

Isis Maria, especialista em redes, explicou sobre as questões técnicas e sobre o sistema de organização das edições e produções do conteúdo da Mídia Ninja.




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