A Fundação João Mangabeira (FJM) ressalta a importância da Cartilha de Orientações da Negritude Socialista Brasileira do PSB para Pessoas Pretas e Pardas – Eleições 2026 como um marco na consolidação de estratégias para ampliar a participação política da população negra no Brasil. A publicação está sendo lançada com o apoio da FJM tendo em vista as eleições do corrente ano. “A democracia brasileira só será plena quando refletir, de forma efetiva, a diversidade do povo brasileiro. Fortalecer candidaturas negras é fortalecer o próprio projeto democrático”, destaca o presidente da Fundação João Mangabeira, Carlos Siqueira.
Elaborado pela Negritude Socialista Brasileira (NSB), o material se apresenta como um guia completo de formação, mobilização e organização política, voltado especialmente para pré-candidatas e pré-candidatos pretos e pardos que desejam disputar as eleições de 2026 com preparo técnico, consciência política e compromisso com a justiça racial.
A cartilha reafirma um diagnóstico central: apesar de constituírem a maioria da população brasileira, pessoas pretas e pardas ainda enfrentam sub-representação nos espaços de poder. Nesse contexto, o documento propõe não apenas incentivar candidaturas, mas estruturar condições reais para que elas sejam competitivas e transformadoras.
Entre os principais pontos abordados estão:
- Orientações jurídicas e requisitos para candidatura;
- Estratégias de comunicação e construção de base política;
- Regras sobre financiamento eleitoral e distribuição proporcional de recursos;
- Enfrentamento às candidaturas fraudulentas (“laranjas”);
- Mecanismos de combate à violência política racial.
O material também dialoga diretamente com as mudanças recentes na legislação eleitoral, que ampliam mecanismos de fiscalização e garantem maior equidade na distribuição de recursos públicos, incluindo a instituição de pisos mínimos para financiamento de candidaturas negras.
Para a Fundação João Mangabeira, iniciativas como esta reforçam o papel da formação política como eixo estruturante da democracia. A FJM, que já atua historicamente em parceria com a NSB em processos formativos, entende que a qualificação das candidaturas negras é fundamental para transformar a representação política e enfrentar desigualdades estruturais.
A cartilha, portanto, vai além de um manual eleitoral: trata-se de um instrumento político de construção coletiva, que articula identidade, estratégia e poder, contribuindo para que mais pessoas negras ocupem e transformem os espaços de decisão no país.
Fundação João Mangabeira
Compromisso com a formação política, a democracia e a justiça social.







