
Coordenado pelo deputado federal João Campos, líder do PSB na Câmara dos Deputados, o debate sobre a jornada 6×1 reuniu trabalhadores, pesquisadores, especialistas, empresários e representantes do poder público na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), na segunda-feira (1º). O encontro integra a série de seminários nacionais que buscam subsidiar o relatório final da Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6×1, responsável por analisar o projeto de lei que trata da revisão desse modelo de jornada.
A discussão ocorre em um momento considerado histórico para o tema. A última redução constitucional da jornada de trabalho no Brasil aconteceu há 40 anos, durante a Constituição de 1988, quando o limite semanal foi reduzido de 48 para 44 horas. Para os parlamentares que defendem mudanças, esse intervalo evidencia a necessidade de atualizar a legislação diante das transformações sociais, tecnológicas e produtivas.
Durante o encontro, o deputado Pedro Campos ressaltou os impactos da escala 6×1 na saúde do trabalhador e reforçou o compromisso de buscar uma alternativa mais humana. “O trabalho precisa fazer bem, preservar a saúde mental e não ser mais um motivo de adoecimento. Estou no Congresso para acabar com a escala 6×1 e construir uma nova jornada, mais justa, mais humana e sem redução de salário”, afirmou.
Pedro Campos destacou ainda a importância de ouvir diferentes setores antes da elaboração do relatório final. “Foi um momento importante de escuta das centrais sindicais, da Academia e do setor empresarial para discutir um caminho possível para a redução da jornada. Defendemos o fim da escala seis por um, sem redução salarial e com mais dignidade para os trabalhadores, garantindo uma melhor produtividade para a economia. Os novos tempos exigem uma revisão digna, atualizada e que respeite a vida de quem trabalha”, completou.
Os seminários vêm sendo realizados em diversas regiões do país para captar a diversidade de realidades existentes no mercado de trabalho. O objetivo é reunir subsídios técnicos e sociais que permitam uma análise aprofundada dos efeitos da jornada 6×1, considerando diferenças regionais, impactos na produtividade e consequências para a saúde e bem-estar dos trabalhadores. A subcomissão também busca ouvir setores que enfrentam desafios específicos nesse modelo de escala, garantindo que o relatório final reflita um cenário amplo, atualizado e plural.






