Alckmin destaca recorde histórico do Brasil em exportações em 2025

O Brasil deu uma vigorosa demonstração de vitalidade econômica, ao superar as dificuldades impostas pelo tarifaço aplicado pelos Estados Unidos, ampliar outros mercados com os quais mantinha negócios e abrir novas frentes de comércio em outras partes do mundo.
Em 2025, o país alcançou um recorde histórico nas exportações, somando US$ 349 bilhões em vendas ao exterior, US$ 9 bilhões acima do melhor resultado já registrado. O desempenho representou um crescimento de 3,5% em valor e de 5,7% em volume, mais que o dobro da média global projetada pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
O avanço foi impulsionado pela ampliação da presença brasileira no comércio internacional, com mais de 40 mercados registrando recorde de importações de produtos nacionais.
“Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos.”, afirma o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. “O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”.
Nos últimos três anos, o Brasil registrou os melhores resultados históricos de sua balança comercial. Para 2026, o governo projeta um saldo superior a US$ 90 bilhões, impulsionado tanto pelo trabalho do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na abertura e ampliação de novas frentes de comércio quanto pela distensão, no fim do ano passado, da lista de produtos brasileiros tarifados pelos Estados Unidos.
Em relação a 2025, em meio ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, houve recuo nos embarques ao país norte-americano. Segundo dados do MDIC, as exportações para os EUA caíram 6,6% no ano, reduzindo a participação do mercado americano no total das vendas externas brasileiras de 12,0% em 2024 para 10,8% em 2025.
Na direção oposta, as exportações para a China avançaram 6% no período, ampliando a participação do país asiático para 28,9% do total exportado pelo Brasil em 2025, ante 28,0% em 2024. A China manteve-se, assim, como o principal destino dos produtos brasileiros.
Para a União Europeia, o crescimento foi de 3,2%, com destaque para café, carne bovina, minério de cobre, milho e aeronaves. Já as vendas externas para a Argentina registraram forte expansão de 31,4%, impulsionadas sobretudo pelo desempenho do setor automotivo.
Setores e produtos
Entre os principais destaques, registraram-se os maiores valores já alcançados nas exportações de carne bovina (US$ 16,6 bilhões), carne suína (US$ 3,4 bilhões), alumina (US$ 3,4 bilhões), veículos automóveis para transporte de mercadorias (US$ 3,1 bilhões), caminhões (US$ 1,8 bilhão), café torrado (US$ 1,2 bilhão), máquinas e aparelhos elétricos (US$ 1,0 bilhão), máquinas e ferramentas mecânicas (US$ 729 milhões), produtos de perfumaria (US$ 721 milhões), cacau em pó (US$ 598 milhões), instrumentos e aparelhos de medição (US$ 593 milhões) e defensivos agrícolas (US$ 495 milhões).
A indústria extrativa apresentou expansão de 8% no volume exportado em 2025. O minério de ferro alcançou embarques recordes de 416 milhões de toneladas, enquanto o petróleo também atingiu um máximo histórico, com 98 milhões de toneladas exportadas. No segmento agropecuário, houve crescimento de 3,4% no volume e de 7,1% no valor das exportações. O café verde registrou valor recorde de US$ 14,9 bilhões, enquanto a soja atingiu volume histórico de 108 milhões de toneladas, assim como o algodão em bruto, que alcançou 3 milhões de toneladas.

CONTRASTE