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terça-feira 26 setembro 2017
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Lideranças nacionais do PSB iniciam em Goiás curso de gestão pública que será levado a filiados de todo o País

A Fundação João Mangabeira (FJM) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) reuniram cerca de 200 correligionários no auditório do Augustus Hotel, em Goiânia, nesta segunda-feira (22) para a primeira etapa de uma iniciativa piloto de formação dirigida às lideranças da sigla em todo o País, nos próximos anos.

“O papel de uma fundação, junto com seu partido, é qualificar suas lideranças”, diz o presidente da Fundação João Mangabeira, Renato Casagrande, destacando que a capacitação envolve formação política, gestão pública e fiscalização de recursos públicos. “Esse projeto vai ser levado para as regiões do Estado de Goiás e teremos outras oportunidades de ir aprofundando o debate e solidificando uma visão socialista e política qualificada para os filiados do PSB”, analisa Casagrande.

À plateia, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, rememorou a atuação do partido desde a redemocratização. “No governo Sarney, logo depois da Constituinte, se formou a primeira bancada do PSB, que foi correspondente ao momento em que eu e o grupo do doutor Miguel Arraes entramos no partido, em 1990”, relembra, passando pela oposição ao governo Collor, a participação no governo Itamar Franco nos Ministérios da Saúde e da Cultura – este último conduzido pelo importante intelectual brasileiro Antônio Houaiss, que presidiu o partido em 1985.

Anfitriã do evento, a presidente regional do PSB, senadora Lúcia Vânia, comentou, em coletiva de imprensa, a posição do partido frente à crise política do governo Temer. No sábado (22), a Executiva Nacional decidiu, unanimemente, pelo apoio à renúncia do presidente da República e fechou questão sobre a defesa da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que permite eleições diretas em caso de vacância do cargo de presidente da República após o segundo ano do mandato. “O partido teve uma deliberação correta, na minha visão. Os fatos são extremamente graves e o partido precisa realmente tomar uma posição no sentido de fazer com que o País volte à normalidade”, afirmou a senadora a jornalistas.

O presidente nacional do PSB explica que a decisão de desembarcar do governo foi tomada levando-se em conta um conjunto de fatores. “O primeiro deles antecede essas denúncias gravíssimas que foram feitas contra o presidente da República, que é o rumo conservador que o governo vinha adotando em prejuízo dos direitos sociais e dos direitos trabalhistas da população brasileira”, pontua Siqueira.

“O PSB já assinou o pedido de impeachment (de Michel Temer) junto com os outros partidos de oposição, então nós somos subscritores e esperamos que não seja necessário esperar tanto tempo, que ele não cause tanto dano ao País quanto no processo de impeachment anterior, para que nós possamos dar um rumo diferente ao Brasil”, finaliza o presidente nacional da sigla.

 




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