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domingo 22 outubro 2017
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Renato Casagrande abre encontro nacional de prefeitos socialistas

O presidente da Fundação João Mangabeira, Renato Casagrande, abriu há pouco o evento “O futuro da cidade em nossas mãos”, na manhã dessa segunda, 24, no Centro de Convenções Brasil 21 em Brasília. Cerca de 300 participantes entre prefeitos, vice-prefeitos, gestores e lideranças de todo o País assistiram as falas de abertura do presidente Casagrande, do senador e líder da bancada socialista no Senado, Fernando Bezerra Coelho, do senador da Itália Fausto Longo, do governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg e do presidente Nacional do Partido Socialista Brasileiro, Carlos Siqueira.

Em sua fala de abertura, o presidente Renato Casagrande fez um pronunciamento centrado nas características do gestor e do político socialista. Ele enfatizou que um gestor socialista tem que se diferenciar tanto do ponto de vista pessoal, quanto político e administrativo. “A primeira diferença é pessoal”, disse, “um gestor socialista tem que ter como pré-condição uma conduta ética, harmônica, fraterna e transparente, tem que se diferenciar como ser humano”, concluiu. Como administradores, Casagrande defendeu que os socialistas devem ter responsabilidade com o dinheiro da população, “é preciso ter responsabilidade fiscal, mas sem que isso se torne meta de uma administração. Reduzir gastos permite ter mais recursos para melhorar as políticas públicas”, completou.

O Presidente Nacional do PSB, Carlos Siqueira foi aplaudido de pé após seu discurso. Ele disse que o Brasil vive a maior crise econômica, política e social de sua história. Ponderou que apesar da crise existe esperança pois o Brasil está entre as dez maiores economias do planeta e que possui uma das dez maiores empresas de petróleo do mundo. Siqueira usou o exemplo da França, onde dois candidatos foram escolhidos para disputar o segundo turno das eleições para enfatizar que o mundo vive uma onda conservadora, “nós vivemos uma onda perigosíssima que é o recrudescimento do conservadorismo”.

Siqueira ressaltou que na França, pela primeira vez desde 1958, um presidente do partido socialista francês ficou fora da disputa pela sua sucessão e que isso aconteceu por que o partido socialista de lá renunciou aos seus ideais e o atual presidente francês François Hollande fez a reforma trabalhista naquele país “por decreto”. Siqueira defendeu ainda que o PSB não renuncie aos seus ideais e se posicione contra a Reforma Trabalhista, ele lembrou que existe uma decisão unânime nesse sentido do Congresso do Partido de 2014.

O líder do PSB no senado, senador Fernando Bezerra Coelho, também falou da crise política e econômica pela qual passa o Brasil, ele disse que a crise de hoje é maior do que aquela provocada pela queda de Collor. Ressaltou que hoje o Brasil tem mais de 13 milhões de desempregados, “o impeachment foi feito para dar um basta nessa questão da crise econômica e as medidas que devem ser tomadas para tirar o país da crise precisam de serenidade, de coragem e de confiança que possa apontar um futuro e um rumo novo para o Brasil.” O senador mostrou-se otimista com os atuais rumos dados ao País e disse que os primeiros sinais de melhora já aparecem, “a inflação será a menor da história do plano real”, afirma Bezerra Coelho.

O governador Rodrigo Rollemberg informou que acaba de chegar de um encontro Íbero Americano de prefeitos, onde Brasília foi escolhida a capital Íbero Americana da Paz pois conseguiu reduzir o número de homicídios nos últimos dois anos e três meses, saindo de 24,7 homicídios por 100 mil habitantes e em 2017 chegou a 17 homicídios por 100 mil habitantes. Ele enfatizou que o país vive uma grave crise e concordou com o que disse o presidente da FJM, disse que o ajuste de contas é importante “não como um fim em si mesmo, mas para que a prefeitura possa cumprir com as suas obrigações em dia, fazer o pagamento dos servidores públicos, dos fornecedores e prestadores de serviços e para que tenha recursos para que possa fazer os investimentos necessários para melhorar a qualidade de vida da população”.

O Senador da Itália Fausto Longo explicou que na Itália o nome dado ao prefeito é “sindaco”, parecido com a palavra síndico no Brasil, isso não acontece por acaso. Segundo o senador, cada cidadão na Itália se considera um condômino, um morador do condomínio chamado cidade. Lá, quando um prefeito é eleito, elege- como uma assembleia elege um síndico. Os cidadãos têm consciência que a cidade é deles e assim cuidam dela.

Fausto Longo alertou para que o Brasil não deixe acontecer aqui o que aconteceu na Itália com a operação Mãos Limpas, onde 420 políticos, empresários e juízes foram presos, foram cometidos 49 suicídios, ainda assim, logo em seguida a Itália foi entregue nas mãos de uma corrente que destruiu a moral, a ética e a responsabilidade administrativa do País por 22 anos.




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