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segunda-feira 11 dezembro 2017
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PSB FECHA QUESTÃO CONTRA REFORMA TRABALHISTA

Brasília, 24/04/2017 – Em reunião nesta noite em Brasília, o Executiva do PSB ratificou a decisão do Congresso do partido (de junho de 2014) e, por 19 a 5, votou contra a reforma trabalhista. Em seguida, a Executiva votou, por 20 votos a 7, o fechamento de questão contra a proposta. Com a medida, as bancadas serão obrigadas a rejeitar a proposta do governo sob risco de punição aos desobedientes.

O projeto da reforma trabalhista será discutido amanhã, 25, na comissão especial da Câmara e deve ser votado em plenário no dia seguinte. Votaram com o governo e contra o fechamento de questão o senador Fernando Bezerra (PE), o governador Rodrigo Rollemberg (DF), a líder da bancada na Câmara, Tereza Cristina (MS), o prefeito de Campinas Jonas Donizette, e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda.

Pai do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, o senador Fernando Bezerra (PE) deixou a reunião antes do final. “Entendemos que essas reformas são importantes”, afirmou na saída. O senador anunciou que vai recorrer da decisão junto ao congresso do partido, que se reunirá só em outubro. Ele disse que pedirá um congresso extraordinário, mas admitiu que a medida pode ser inócua.

Bezerra lembrou que o partido nunca indicou nenhum filiado para o governo Michel Temer e que caberia à bancada que indicou o ministro decidir se sai ou não da base aliada no Congresso. Quanto à permanência do ministro na função, Bezerra disse que é preciso deixar o governo “à vontade” diante da decisão da Executiva do partido.

“O cargo está sempre à disposição do presidente da República porque é ele quem nomeia e quem demite. Não existe colocar ou deixar de colocar. Agora, o ministro de Minas e Energia tem mantido estreita conversa com o presidente da República para deixá-lo sempre à vontade no sentido de ter uma equipe ministerial que possa contribuir para a aprovação de suas matérias que estão tramitando no Congresso Nacional e que são importantes para o sucesso do governo”, disse. (Daiene Cardoso)




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