Publicado 28 de novembro de 2019 20:17. última modificação 28 de novembro de 2019 20:17.

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Lideranças do PSB de todo o Brasil estão reunidos em Brasília para a Conferência da Autorreforma Socialista

O presidente do Partido Socialista Brasileiro, Carlos Siqueira, está conduzindo o processo de autorreforma do partido

Ricardo Coutinho, presidente da Fundação João Mangabeira(FJM) e ex-governador da Paraíba, disse na abertura da Conferência Nacional da Autorreforma que o Partido Socialista Brasileiro (PSB) “tem tudo para ser um grande partido, que não renega o seu passado; bebe na generosidade do socialismo, mas que, ao mesmo tempo, reconhece as mudanças que vêm ocorrendo no mundo e tenta direcioná-las em defesa dos interesses da população. Nós devemos construir o PSB como o grande partido do povo brasileiro. Queremos ir além do tradicional na política; queremos voltar a tocar o coração do povo”.

Ricardo Coutinho: “Queremos ir além do tradicional na política; queremos voltar a tocar o coração do povo”

Estamos tornando público um documento-base, que será enriquecido por várias ideias e, daqui a um ano e meio, no nosso Congresso, iremos votar não só a Carta Programa e o nosso Manifesto, mas, efetivamente, um projeto de nação que possa dar ao PSB um papel de protagonismo na política nacional”, afirmou.

Para Coutinho, “a nossa base é o trabalho, a organização social e as políticas sociais, que mudaram completamente. Hoje nós temos nesse país 15 milhões de trabalhadores ditos, uberizados, que não conseguem sequer se reunir em uma associação. O desemprego no Brasil é crônico e afeta 13% da população economicamente ativa e a tendência mundial é o aumento do desemprego. Alguns países já conversam sobre a adoção de uma renda mínima para não afundar a sua economia. No Brasil, toda reforma retira direitos do povo, mas não há uma reforma ou projeto que retire direitos do sistema financeiro. O lucro dos bancos brasileiros foi de R$ 127 bilhões no ano passado. Chegamos hoje a 6,5% da nossa população abaixo da linha de extrema pobreza. O Brasil é um país rico e não pode ser tão ingrato para com o povo. A população quer um partido que dialogue com as causas ambientais, com a nova economia, uma economia com democracia”.

Coutinho vê o socialismo como contraponto ao neoliberalismo. “Precisamos compreender que o Brasil e o mundo passam por uma transformação terrível, dominados pelo ultraliberalismo, por um conceito rentista onde todos – à exceção de uma ínfima minoria – podem perder. Devemos rejeitar tudo isso que aí está, mas não apenas rejeitar; precisamos abrir uma porta, um caminho consequente de mudanças. Remar contra o neoliberalismo é uma necessidade da humanidade, que só sobreviverá se derrotar esse modelo excludente”.

Para o ex-governador, o PSB deve ser um partido que interaja com o resto do mundo e, particularmente, com a América do Sul. “Nós somos parte do que está acontecendo no Chile. Estamos alegres com a derrota do neoliberalismo na Argentina e sofrendo pelo resultado das eleições no Uruguai. Somos irmãos do povo indígena da Bolívia, que hoje enfrenta uma ditadura terrível. Temos que nos unir às forças progressistas desses países e de países europeus, principalmente de Portugal”.

Para Coutinho, a Conferência da Autorreforma é mais uma contribuição do PSB e da FJM para a evolução da esquerda brasileira. “Carlos Siqueira, o nosso presidente nacional, é o grande organizador desta Conferência da Autorreforma; foi quem chamou todo o partido par fazer um processo que não está na moda e que, talvez, nenhum partido, com exceção do nosso, tenha coragem, nos momentos atuais de fazer. Então, este comando é do presidente Carlos Siqueira. Quero também ressaltar a determinação e agradecer o esforço de todos que fazem a Fundação João Mangabeira, braço institucional do PSB, particularmente nosso diretor Fábio Maia, que organizou grande parte desta Conferência”.

O diretor de organização da FJM, Fábio Maia foi cumprimentado pelo evento

Coutinho ainda lembrou que a Fundação João Mangabeira e o PSB estão lançando duas publicações no evento, a revista Pense Brasil – Meio Ambiente: Fronteiras e Profundidades e o livro História do Partido Socialista Brasileiro – Rio Grande do Sul. E anunciou a primeira etapa do É Socialista, com as experiências socialistas de gestão espalhadas por várias cidades e Estados deste país, também para início do próximo ano.

Ainda para o início de 2020, Coutinho anunciou que a Fundação está elaborando uma plataforma digital eleitoral para os candidatos majoritários e proporcionais, um instrumento para organizar as campanhas eleitorais dos candidatos do PSB.

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