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sábado 25 novembro 2017
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Fundação João Mangabeira lança boletim sobre Economia Criativa

Evento aconteceu nesta quarta-feira (08/11) na capital de São Paulo

A sexta edição do boletim Conjuntura Brasil, publicação trimestral da Fundação João Mangabeira (FJM), traz ao debate o tema Economia Criativa. Aplicada sob o olhar socialista da Fundação, o texto apresentado como Socialismo Criativo expõe as saídas para crise financeira do País por meio da inteligência e criatividade humana, tendo como base a valorização dos produtos culturais e de educação. O boletim foi lançado na última quarta-feira (08/11) em São Paulo.

Realizada na sede da Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC), a solenidade foi mediada pelo presidente da FJM, Renato Casagrande, e contou ainda com a participação do vice-governador de São Paulo e presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Márcio França, do secretário de Cultura do Estado de São Paulo, José Luiz Penna, do diretor da EBAC, Maurício Tortosa, do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia, Vivaldo Mendonça, da professora e ex-secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Cláudia Leitão, e do autor da obra, o ex-secretário de Turismo do Estado da Bahia e presidente do Instituto Pensar, Domingos Leoneli. O ex-ministro Aldo Rebelo também prestigiou o evento, bem como autoridades e militantes que participaram do debate.

O presidente da FJM, Renato Casagrande, destacou que a publicação tem como objetivo orientar os mandatários, militantes e simpatizantes do PSB, e reforçou que o tema escolhido nesta edição é de extrema importância para a elaboração de um Plano Nacional de Desenvolvimento. “Nós escrevemos nesse boletim não só sobre Economia Criativa, mas sim sobre Socialismo Criativo. Nossa missão é usar a economia como um instrumento para o crescimento do País e, principalmente, na diminuição das desigualdades. Não há caminho de evolução onde não se invista em Educação e Inovação. O tema é urgente.”, explica.

O vice-governador Márcio França também destacou a importância de implantar o assunto no debate com a sociedade, pois muitas vezes as pessoas executam trabalhos que condizem com o conceito de Economia Criativa e não se dão conta disso. “O governador Geraldo Alckmin me deu a tarefa de estudar e identificar as partes de São Paulo que já atuam no setor, pois muitos artesãos, designers, programadores já fazem isso e não sabem. E essa pesquisa resultou em um novo projeto já implantado, que são as Escolas Técnicas de Economia Criativa”. Segundo França, foram abertas cinco unidades de ensino gratuito na modalidade e o projeto prevê a ampliação para 150. Ele também parabenizou os trabalhos da FJM ao instruir e pautar os partidos e a sociedade por meio de temas que ajudam na construção de políticas públicas.

O autor do texto Socialismo Criativo, Domingos Leoneli, explicou que se baseou em diversos pesquisadores e economistas, entre eles a professora Cláudia Leitão, que compôs a mesa e debateu com os presentes sobre a necessidade do Brasil se modernizar e tratar a Cultura como um segmento da economia. Cláudia foi responsável pela elaboração do Plano Nacional de Economia Criativa, enquanto esteve no Ministério da Cultura.

Diante das pesquisas, Leoneli explica na publicação que o Brasil possui mecanismos próprios que o torna propício a ser referência em Economia Criativa, mas falta gestão para que isso ocorra. Ele relata que a criatividade é a saída para o momento de crise, e deve ser levada a sério em suas diferentes vertentes. “Temos um país diversificado culturalmente, o que já nos oferece uma vantagem na Economia Criativa, mas é preciso gestão. Por exemplo, o Brasil é o quarto consumidor de games do mundo, porém, estamos muito longe de entrar no ranking dos 10 primeiros desenvolvedores de games. Precisamos mudar isso, enxergar a modernização da economia”. O autor cita ainda que a Economia Criativa cresce cerca de 6% ao ano, e se unir produtos oriundos de Cultura e Turismo a marca chega a 7% do PIB nacional.

Os secretários José Luiz Penna e Vivaldo Mendonça também reforçaram a necessidade de urgência em tratar a Cultura como Economia Criativa. “Vocês podem não acreditar ou criticar, mas produtos como a música baiana, por exemplo, movimenta mais o setor econômico do que algumas indústrias. Não podemos ser engolidos por essa onda conservadora, temos que expandir os conceitos e enxergar oportunidades”, disse Penna.

Ao final do evento, o presidente da FJM doou à EBAC exemplares da revista Politika, uma publicação semestral bilíngue da Fundação em parceria com a universidade alemã Humboldt-Viadrina. O próximo boletim Conjuntura Brasil será lançado em três meses e um dos temas sugeridos é Sistema Tributário.

Revista Conjuntura Economia Criativa-4




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