Pesquisa
domingo 26 Maio 2019
  • :
  • :

FJM apoiou participação de 50 mulheres em evento latinoamericano sobre feminismo

FJM apoiou participação de 50 mulheres em evento latinoamericano sobre feminismo (1)

A Fundação João Mangabeira [FJM], entidade sem fins lucrativos, que possui a missão de formar e qualificar os quadros do Partido Socialista Brasileiro [PSB], sob o viés da formação política, apoiou parte da alimentação e dos custos logísticos da ida da comitiva composta por 50 mulheres feministas de Brasília ao 4º Encontro Nacional de Mulheres ou Encontro Latinoamericano de Feminismos [ELLA], que este ano foi realizado em La Plata, Argentina, entre os dias 7 e 10 de dezembro de 2018. Cerca de duas mil mulheres da AL e do Caribe participaram.

Louise Akemi, integrante da equipe de sustentabilidade do Mídia Ninja, da equipe de Brasília, explicou que o apoio da FJM para o ELLA nasceu da articulação construída junto à Gerente Executiva da Fundação João Mangabeira, Márcia Rollembeg. “Apresentamos o projeto da ida ao ELLA e o convite para o PSB integrar a comitiva”, disse a jovem.

O apoio da FJM possibilitou que vários coletivos do Distrito Federal pudessem ir à atividade, que teve a marca da união de vários segmentos da militância local. Além da Mídia Ninja, espaços como a Casa Frida, de São Sebastião, o Espaço Indígena Santuário dos Pajés, o coletivo Jovem de Expressão, de Ceilândia, o CorPolítia, coletivo da UnB, rappers, cantoras e agentes culturais compuseram a comitiva de 50 mulheres.

Segundo Louise, “o ELLA é uma super potência! E poder contar com movimentos aliados do Distrito Federal para ajudaram a possibilitar a ida de 50 mulheres ao encontro foi fundamental! É hora de estarmos juntas, fortalecer as alianças e nos preparar para o que vem pela frente. O ELLA foi reabastecimento de energias, foi um momento de intercâmbios e principalmente, de fortalecimento”, explanou.

A Secretaria Nacional de Mulheres do PSB foi representada por Geralda Resende, integrante da Executiva Nacional da SNM e Coordenadora de Organização e Eventos. A deputada socialista Estela Bezarra, Paraíba, também esteve presente no ELLA, durante urante o parlamento feminista, reunião parlamentares mulheres do legislação, política e criaram alguns acordos.

O encontro
O ELLA se destina a ser um espaço de trocas e aprendizados entre mulheres de todo o continente. Mulheres lésbicas, trans, travestis, não-binárias, negras, indígenas, brancas, mestiças, ciganas, bruxas, muçulmanas, católicas, de matrizes africanas, evangélicas, campesinas, periféricas, urbanas, putas, gordas, magras, com deficiência, encarceradas e todos os corpos com algum processo de mulheridade.
Na quarta edição, está prevista a discussão de alguns temas específicos como violência, incidência política, participação política, formação, direitos dexuais e reprodutivos, pós pornô, comunicação, cultura, saúde, trabalho, HIV, mulheres indígenas, mulheres negras, juventude, aborto, infância, diversidade sexual, trabalho sexual, feminismos, identidade de gênero, mulheres mais velhas, mulheres campesinas/do campo, maternidade, religião/espiritualidade, cyberfeminismo, mulheres em situação de rua/sem teto, mulheres privadas de liberdade, transfeminismos, mulheres deficientes, feminismo antiproibicionista, mulheres usuárias de drogas, mulheres estudantes, mulheres sindicalistas, partidos políticos, meio ambiente, prazer, esportes, trabalhadoras domésticas, diálogo com parlamentares e mulheres na academia.
A primeira edição do ELLA, 2014, se realizou em Belo Horizonte, no Brasil. De 2 países, o número se estendeu para 23 países engajados. Alguns movimentos ao redor do mundo propiciaram essa expansão no movimento, como as campanhas Aborto Ya, Ni una menos e No a la baja.

E se você ainda ficou em dúvida sobre as intenções do ELLA, “O ELLA é um chamado continental para quem quer assumir o compromisso de seguir lutando e resistindo! Um convite a pensar e construir novas utopias possíveis. Uma convocatória para quem acredita que devemos mudar absolutamente tudo! Um espaço para a construção de um feminismo latino coletivo, ancestral e futurista.”

Compartilhe!



Acessibilidade