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terça-feira 10 dezembro 2019
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A invisibilidade negra, por Valneide Nascimento

Autora: Valneide Nascimento dos Santos

Secretária nacional da Negritude Socialista Brasileira do PSB

Presidente Nacional do Instituto Afro Origem – INAO

Apesar de negros e negras serem mais de 50% da população brasileira, eles ainda são vistos como não pertencentes a diversos espaços, em especial os da vida pública.

Situações do dia-a-dia que refletem o racismo são muito mais comuns do que se pensa. Muitas delas são atitudes sutis, quase imperceptíveis. Xingamentos grosseiros como as injúrias raciais são as formas mais escancaradas de racismo.

Há outras formas sutis de atitudes racistas: aquelas difíceis de capturar, exceto por pessoas negras que já foram alvo de racismo incontáveis vezes. Uma delas é o olhar, que pode ser de desprezo, indiferença ou de julgamento.

O racismo produz consequências gravíssimas, como a exclusão de negros e negras dos direitos mais básicos.

Enfrentar o racismo institucional na administração pública é democratizar o acesso aos serviços e às políticas públicas para que todas as pessoas possam exercer sua cidadania.

Em razão do histórico racista no país, a sociedade brasileira tem dificuldade de reconhecer ou mesmo dar oportunidades às pessoas negras em cargos de destaque ou de liderança.

No tempo em que vivemos, marcado por constantes avanços de natureza material e tecnológica, combater a chaga da desigualdade de raça constitui não apenas em um imperativo constitucional, mas, sobretudo, em dever moral e ético de nossas consciências.

Por isso, encerro com uma frase do grande líder negro sul-africano, Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. E se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.

Fonte: www.psb40.org.br

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