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domingo 23 setembro 2018
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​FJM promove ​debate sobre gênero e políticas públicas​ no Amapá​

Representantes de diversos setores da sociedade participaram na tarde desta segunda-feira, 7, do seminário de “Gênero e Políticas Públicas, Um olhar Intercultural Sobre o Amapá”, organizado pela Fundação João Mangabeira​ no Amapá​, que ocorreu no auditório da Universidade Estadual do Amapá (Ueap).

O evento contou com a palestra da investigadora e escritora portuguesa, doutora Isabel Lousada, que abordou o tema “Mulheres: na diversidade encontramos um caminho nosso”. Ela elogiou a realização do seminário, falou que a exclusão começa com os rótulos, seja por cor, classe social, roupa e tudo que faz diferentes uma pessoa diferente da outra.

“Queremos como ser humano ser respeitados pelas nossas escolhas. Queremos ser vistas como mulheres livres que somos, mesmo diante das escravidões que existem hoje e principalmente ter consciência da importância que cada um tem para o meio que vive. A mensagem é parar e olhar. Olhar pra si e principalmente para os outros só assim vamos avançar e reduzir as desigualdades e as exclusões sociais”, pontou Isabel Lousada.

O coordenador da Fundação João Mangabeira, o ex-governador Camilo Capiberibe, afirmou que no seminário, estavam presentes os representantes do Partido Socialista Brasileiro no Amapá, fazendo referência ao senador Capiberibe, deputada federal Janete, e deputada estadual Cristina Almeida.

“Viemos escutar as experiências com as questões de gêneros. As propostas aqui apresentadas certamente serão incorporadas dentro do nosso plano de governo na área de direitos humanos. Trabalhar políticas públicas voltadas para as minorias é uma das marcadas do PSB”, comentou Camilo.

A deputada federal Janete lembrou das parteiras, dos índios, das mulheres vítimas de escalpelamentos que também sobre a exclusão e a falta de políticas públicas. Lembrou de sua luta pela igualdade e que usa seu mandato para combater as desigualdades sociais.

Já o senador Capiberibe citou pontos da história para explicar a exclusão e a falta de políticas de gênero ao longo do tempo. Falou que o tripé do desenvolvimento se baseia na exclusão social, no escravagismo e na dependência externa. Lembrou da proibição do voto dos analfabetos e mulheres e que as leis do Brasil foram criadas pensando na exclusão das minorias.
“Como proposta a carta, sugiro que se pensemos na inclusão digital da educação. O modelo atual não atrai mais nossas crianças e jovens. A grande pergunta é como vamos fazer a transição da sociedade analógica para a digital, como tornar a educação mais atrativa e fazer a inclusão de fato? Deixo esse questionamento a todos porque esse tema também cabe dentro desse debate”, argumentou o senador.

Pela metodologia do seminário, após a fala das autoridades e convidados, foi aberto a palavra dos representantes da sociedade civil organizada. De modo geral, os depoimentos foram voltados para o abandono do poder público e a falta de oportunidades.

No final do evento será lida uma Carta Proposta, cujo objetivo é mostrar aos políticos os anseios e desejos dos grupos que compõem a sociedade e que hoje sentem-se excluídos das políticas públicas.

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